Conhecendo Arthur Walkington Pink

Arthur Walkington Pink nasceu em Nottingham, Inglaterra, no dia 1º de abril de 1886. O mais velho de três filhos, Arthur foi abençoado com pais piedosos que, desde cedo, faziam cultos domésticos todos os dias, principalmente aos domingos. Porém, ainda na sua juventude, Arthur rejeitou o ensino da Palavra de Deus e abraçou a teosofia, uma sociedade gnóstica e ocultista que dizia valorizar o conhecimento divino, mas também incluía alguns aspectos do espiritismo. Este movimento era bastante popular na Inglaterra daquela época e, em pouco tempo, Arthur foi encaminhado a ser um dos líderes. Mas seus pais nunca deixaram de orar por seu filho errante. Ao voltar um dia de uma reunião teosófica, Arthur, agora com 22 anos de idade, encontrou seu pai na escadaria da casa, onde seu pai lembrou-o de Provérbios 14.12: “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte”. Continuando para o seu quarto, Arthur fechou a porta contra seu pai, mas não conseguiu distanciar-se da verdade daquele versículo. Após três dias de oração e leitura Bíblica, Arthur saiu do seu quarto novamente, mas desta vez com uma nova natureza.

Sendo de novo gerado, A. W. Pink tinha uma insaciável fome da Palavra: lia pelo menos 10 capítulos da Bíblia por dia, estudava os capítulos minuciosamente e chegou a decorar a epístola aos Efésios. Mas Arthur não somente gostava de estudar a Bíblia, ele também sentia muito prazer em compartilhar com os outros aquilo que ele aprendia do seu Salvador.

Por volta de 1910, Arthur Pink começou a ministrar a Palavra através do pastorado e trabalhos como pregador itinerante. Trabalhou durante 15 anos em diversos lugares nos Estados Unidos, 3 anos na Austrália e mais 5 anos na Inglaterra.

Depois de publicar vários artigos pequenos de sua própria autoria, Arthur concluiu, em 1918, seu primeiro livro: A Soberania de Deus. A primeira tiragem deste livro era de 2 mil exemplares, mas o livro não foi bem aceito e um leitor mandou um recado para Arthur: “Eu simplesmente quero matá-lo”. Arthur respondeu: “Não sou eu quem você deseja matar, mas Deus”. Não deixando que este acontecimento o desanimasse, Arthur continuou escrevendo vários livros e em 1922, começou a publicar um pequeno jornal cristão intitulado “Estudos nas Escrituras”. Nem as suas viagens, nem a Segunda Guerra Mundial, nem qualquer comentário desfavorável impediu Pink de publicar este jornal todo mês durante os próximos 30 anos que restavam de sua vida.

Durante seu ministério numa igreja em Kentucky (E.U.A), A. W. Pink conheceu Vera Russell. Em 1916, aos 31 anos de idade, Arthur casou-se com esta moça de apenas 23 anos. Embora muitos rejeitassem os escritos e o próprio Arthur, sua esposa nunca o abandonou, mas foi uma fiel ajudadora e companheira a ele durante os 36 anos de casamento que compartilharam. Mesmo após o falecimento de seu marido, Vera continuou compilando os estudos dele para mais algumas edições do jornal “Estudos nas Escrituras”.

Quando a Segunda Guerra Mundial se iniciou em 1939, Arthur e Vera estavam de volta à Inglaterra, mas logo se mudaram para Escócia para escapar dos perigos da guerra. Na pequena Ilha de Lewis, isolados de muitos, Arthur Pink passou os últimos doze anos da sua vida dedicando a maioria do seu tempo à publicação do seu jornal. Em 1952, devido a uma anemia, A. W. Pink faleceu e foi sepultado no Cemitério de Sandwick na Ilha de Lewis.

Os livros, artigos e pregações de Arthur Walkington Pink tem sido uma ajuda imensa a muitos cristãos. Leitor do jornal que Pink publicava, D. M. Lloyd-Jones, o renomado pregador de Gales, escreveu certa vez para um pregador: “Não desperdice o seu tempo lendo Barth e Brunner. Não achará nada para auxiliar-lhe na pregação. Leia Pink”.

Fonte: Informativo Palavra Prudente

Jonathan Edwards

O famoso escritor de sermões, como “Pecadores nas mãos de um Deus irado”, teve uma vida notável na persistência da busca de uma vida em santidade, que glorificasse a Deus. Este era seu principal objetivo, como podemos ver em suas “Resoluções”e também em seus relatos, em sua narrativa pessoal.

Edwards nasceu em um lar cristão, em 1703, em East Windsor, Connecticut, EUA. Seu pai era o Reverendo Timothy e sua mãe era Esther Stoddard Edwards, filha de um conhecido pastor, Solomon Stoddard. Além de Jonathan, seus pais tiveram mais dez filhas.

Desde cedo, Edwards gostava de falar das coisas de Deus e orar com seus amigos, mas, após um período de devoção, Jonathan perdia seu interesse nas coisas divinas e se alegrava nas coisas carnais; mas, aos 17 anos, teve uma genuína conversão, ao ler o texto de 1 Tim. 1.17. Mais tarde, ele escreveu sobre esse momento: “Entrou em minha alma … uma percepção da glória do Ser Divino, um novo sentimento, muito diferente de tudo que eu tinha experimentado antes … desde aquele tempo comecei a ter um novo tipo de consciência e ideias de Cristo, e a obra da Redenção e do glorioso caminho de salvação por Ele”.

Desde novo, Jonathan Edwards foi muito estudioso: aos seis anos de idade, começou a estudar latim e, aos treze já era fluente em grego e hebraico; seu pai o ensinava, juntamente com outras crianças, o ensino elementar assim como a educação secundária. Em 1720, obteve seu bacharelado, como melhor aluno da classe, e, em 1723, o mestrado, ambos no Colégio de Yale, em New Haven, onde, logo após, ocupou o cargo de instrutor.

Edwards começou, de fato, seu ministério antes de entregar suas teses para o doutorado, quando foi à Nova Iorque para pastorear uma igreja. Esse foi um período de amadurecimento para Edwards, foi nessa época que começou a escrever suas “Resoluções”. Depois disso, pastoreou uma igreja por um curto período, em Bolton, Connecticut; voltando para Yale, logo após, onde começou a cortejar a jovem Sarah Pierpont, filha de um pastor de New Haven, os dois se casaram em 1728 e tiveram onze filhos.

Sarah foi uma fiel ajudadora de Jonathan durante seus 31 anos de casamento. Além de educar cada um dos seus filhos, Sarah procurava manter a casa em ordem e em paz para não perturbar os estudos de seu marido. Toda noite, durante uma hora, seu marido se dedicava a conversa e instrução de sua família.

Em 1727, Edwards foi convidado a ser pastor assistente em Northampton, igreja que seu avô, Solomon Stoddard, pastoreava, com o objetivo de auxiliar e ser treinado para suceder Stoddard, que, após dois anos trabalhando juntos, morreu, deixando o neto como pastor oficial da igreja. Edwards serviu esta igreja de forma bastante fiel e dedicada, gastando uma média de treze horas por dia no estudo e preparo de sermões. Deus abençoou grandemente, e Jonathan viu muitas pessoas chegarem à conversão e a comunidade ser transformada.

Jonathan Edwards tornou-se um grande defensor do Grande Avivamento que ocorria naqueles dias, sendo ele um dos principais nomes desse despertamento; no entanto, ensinava contra os excessos praticados por muitos nesse período.

Em 1750, após um ministério de mais de duas décadas, Edwards foi exonerado de seu pastorado na igreja de Northampton, por pregar que somente os convertidos deveriam participar da Ceia do Senhor. Ele ainda permaneceu algum tempo, até que fosse encontrado seu sucessor.

Apesar dos diversos convites para pastorear outras igrejas, Edwards recusou-os e aceitou o chamado para ser pastor e missionário entre indígenas americanos, em Stockbridge, Massachusetts. Os próximos seis anos de seu ministério foram difíceis, pois agora era pobre e considerado um fracasso; no entanto foi justamente nesta condição que conseguiu concluir seus melhores escritos.

Em 1758, Edwards recebeu o convite para ser o diretor da faculdade de Princeton e, achando-se não merecedor, recusou o convite. Mas, após persistência dos curadores, Jonathan Edwards aceitou. Exercendo a presidência por apenas cinco semanas, Edwards morreu devido a complicações de uma vacina contra varíola. Por causa do inverno, sua esposa, Sarah, não pode estar junto de seu marido, nesses momentos, então Edwards disse a duas de suas filhas:

Parece-me a vontade de Deus que eu cedo as deixe, por isso, transmitam meu maior amor a minha querida esposa, e digam-lhe que a excepcional união, que por tanto tempo existiu entre nós, teve uma natureza espiritual e, portanto, conforme creio, continuará para sempre. Espero que ela seja apoiada durante esta grande provação, e que se submeta alegremente à vontade de Deus.

Sendo suas últimas palavras, àqueles que estavam preocupados com o efeito que seu falecimento teria sobre a universidade e a comunidade em que tinha trabalhado: “Confie em Deus e não precisareis temer”.

Edwards é considerado um dos maiores teólogos, cujos escritos influenciaram importantes pregadores, como M. Lloyd-Jones e R. C. Sproul, e cujos sermões foram essenciais ao Grande Avivamento que houve em sua época. Deus deu a Edwards inteligência intelectual acima do normal, o que, somado a sua busca pela piedade, tornou-o um homem pronto para ser usado pelo Senhor.

Fonte: Informativo Palavra Prudente

John Charles Ryle

John Charles Ryle nasceu em Macclesfield, Inglaterra, em 1816. Seu pai era dono de um banco, e sua família era próspera e gozava de uma posição alta na sociedade. O pequeno John Charles e seus irmãos cresceram com todo o conforto que poderiam desejar. Conforme foi crescendo, o jovem Ryle e seu pai compartilhavam o sonho de um dia ele ter uma carreira política no Parlamento. Com este sonho em vista, Ryle estudou em escolas renomadas como Eton e, mais tarde, Oxford, em 1834. Ryle foi um excelente aluno, ganhando bolsas e prêmios, e, com quase dois metros de altura, também se destacou como um atleta.

Quando tinha vinte e um anos, adoeceu com uma prolongada infecção pulmonar. Deus usou este tempo de fraqueza para trazer Ryle a ler a Bíblia. Assim que Ryle começou a se recuperar, foi a uma igreja, num domingo, e escutou o versículo de Efésios 2.8. As palavras: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus” pesou no coração de Ryle e, logo depois, foi convertido. Anos mais tarde ele escreveu: “Tem alguém entre vós que tem experimentado essa mudança abençoada – que tem tirado o homem velho que é corrupto e tem vestido o homem novo que foi criado na justiça de Deus e verdadeira santidade – que chora as suas falhas diárias, e anseia mais santidade, mais renúncia de si mesmo, mais mortificação da carne com todas as suas concupiscências?”.

O ano de 1841 trouxe uma grande mudança para a vida de J. C. Ryle. Ele descreveu aquele dia de junho assim: “Nós levantamos numa manhã ensolarada com o mundo inteiro a nossos pés como sempre, e fomos para a cama naquela mesma noite completamente e totalmente arruinados”. O banco de seu pai foi a falência naquele dia. Isto fez que as riquezas de sua família se tornassem grandes dívidas, a sua posição alta na sociedade foi trocada pelo desdém das pessoas. Agora, em vez de ter um sonho de carreira política, Ryle enfrentava a necessidade de trabalhar para ganhar o pão de cada dia. Não muito tempo depois desse acontecimento, Ryle se tornou clérigo na Igreja da Inglaterra (também conhecida como a Igreja Anglicana). Ryle gastaria os próximos cinquenta e nove anos trabalhando no ministério, ocupando vários cargos em diversas partes da Inglaterra. É interessante notar que foi enquanto Ryle trabalhava numa igreja em Helmingham, que criou o hábito de ler, e, um tempo depois, começou a escrever. Ele iniciou escrevendo folhetos e, mais tarde, escreveu vários livros, incluindo um conjunto de comentários sobre Mateus, Marcos, Lucas e João.

Ryle conheceu muitas tristezas na sua vida familiar. Ele casou-se com Matilda Plumptre, quando tinha vinte e nove anos. Ela faleceu alguns anos depois, deixando ele com uma pequena filha para cuidar. Quando ele tinha trinta e três anos, casou-se pela segunda vez, com Jessie Walker, uma amiga de longa data. Seis meses depois do casamento, Jessie enfraqueceu. Ryle cuidou dela com carinho até que ela faleceu, dez anos mais tarde, deixando-o mais uma vez viúvo, desta vez, com cinco filhos. Em 1861, Ryle começou a trabalhar numa igreja em Stradbroke. Foi nessa igreja que Ryle conheceu Henrietta Clowes, uma mulher prática que gostava de musica. Ryle e Henrietta casaram-se e gozaram da companhia um do outro por vinte e oito anos. Depois de Henrietta falecer, em 1889, Ryle, então com setenta e três anos, criou o hábito de visitar o túmulo dela uma vez por semana. Outra grande tristeza na vida de Ryle era que três dos seus filhos rebelaram-se contra ele e contra Deus. Muitas vezes, nós cometemos o erro de pensar que os crentes antigos eram “super-crentes”, que não conheceram o desânimo, nunca foram tentados a desistir, nunca cansaram de batalhar para servir a Deus, mas o oposto é a verdade. Ryle era um ser humano como nós. Sem dúvida ele chorou, conheceu o desânimo e a fatiga, mas, pela graça de Deus, ele conseguiu olhar além dos sofrimentos e ver, como ele escreveu num folheto, que: “Não importa de qual canto a tempestade sopra, ele te conduza para mais perto do céu! Qualquer que seja o tempo [seja ensolarado ou tempestuoso] que você enfrentar, está te preparando para estar com Deus”.

Ryle desejava muito morrer servindo a Deus, pela igreja; e Deus concedeu a ele este desejo. No começo de 1900, Ryle deixou o seu cargo na igreja e, três meses mais tarde, no dia 10 de junho, partiu para estar com o Senhor. Ryle foi enterrado num dia chuvoso ao lado da sua esposa Henrietta. Em seu túmulo, a família escreveu dois versículos – o primeiro é o versículo que, muitos anos atrás, tocou o coração de Ryle: Efésios 2.8: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus”; e o segundo foi II Timóteo 4.7: “Combati o bom combate , acabei a carreira , guardei a fé”.

Fonte: Informativo Palavra Prudente

John Bunyan

Em semelhança a muitos dos apóstolos, John Bunyan tinha pouco estudo. Mesmo assim, foi capacitado por Deus a escrever, entre outros, um dos livros mais lidos do mundo, O Peregrino(1678).

Bunyan nasceu em 28 de novembro de 1628, em Harrowden, Elstow, na Inglaterra, em um momento de muito conflito entre o Parlamento e a Monarquia inglesa. Ele não teve uma juventude cristã e seguiu a carreira de seu pai, de funileiro, recebendo a educação normal que as classes baixas recebiam – aprendeu a ler e a escrever, apenas. Durante sua adolescência, em um intervalo de apenas um mês, Bunyan perdeu sua mãe e sua irmã, o que gerou muito sofrimento para esse jovem incrédulo. Mais tarde, serviu no exército parlamentar, na guerra civil contra Carlos I.

Sobre essa época, o próprio Bunyan disse: “Tinham poucos que se igualavam a mim, especialmente considerando meus poucos anos… no praguejar, xingar, mentir e blasfemar o santo Deus”.

Quando tinha vinte ou vinte e um anos, casou-se com uma jovem moça, cujo nome é desconhecido, mas que teve um pai piedoso. Através de sua esposa, Bunyan começou a ler e ouvir mais sobre Deus, até que chegasse o momento em que se converteria.

Bunyan e sua esposa tiveram quatro filhos, e a mais velha, Mary, nasceu cega. Isso foi motivo de muito trabalho e aflição para seu pai.

É difícil dizer o momento exato da conversão de Bunyan. Mas, depois de cinco anos de casado, ele se mostrou realmente convertido e estava inserido à rotina da igreja Batista de Bedford. Durante anos, Bunyan passou por lutas internas e negação a Deus, mas, há um momento, em suas narrações, que parece ter sido o momento de verdadeira transformação, quando andava pelo campo.

Em 1655, foi convidado a exortar sua igreja, foi assim que Bunyan foi descoberto um grande pregador, apesar de sua falta de estudos, o que fez sua fama aumentar ainda mais. Sobre sua pregação, um homem chamado Charles Doe disse: “Bunyan pregou de uma forma tão similar ao Novo Testamento, que me fez ficar admirado, chorar de alegria e dar-lhe minha afeição”.

Depois de dez anos de casados, a esposa de Bunyan morreu, deixando-o com quatro filhos para cuidar. Um ano mais tarde, ele casa-se novamente, com Elizabeth. No ano seguinte ao seu casamento, John Bunyan foi preso e assim ficou por doze anos, deixando Elizabeth com seus quatro filhos, incluindo sua filha cega, o que foi motivo de sua muita tristeza.

Ele poderia ter deixado a prisão, se apenas afirmasse que deixaria de pregar, mas, ao contrário disso, afirmou que pregaria no dia seguinte a sua libertação. Durante esses anos de prisão, seu carcereiro o deixava sair por alguns momentos, quando ficava com sua família. John e Elizabeth tiveram ainda dois filhos.

Em 1672, Bunyan foi libertado da prisão, por causa da Declaração de Indulgência Religiosa. Logo depois, foi licenciado pastor da igreja de Bedford, igreja que, mesmo durante sua prisão,

sempre serviu, através de seus escritos e raras visitas. Bunyan serviu nessa igreja pelos próximos dezesseis anos, até sua morte.

John Bunyan foi preso novamente, em 1675 a 76. É provável que tenha sido nesse momento que O Peregrino tenha sido escrito.

Até 1688, Bunyan trabalhou e foi poupado por Deus. Mas ao viajar de um distrito a Londres, a cavalo, em um dia de chuva, ele caiu doente com muita febre, e faleceu, no dia 31 de agosto de 1688. É muito provável que sua família não estivesse presente, nesse momento.

Bunyan foi um escritor e pregador muito usado por Deus, que se orientava unicamente por sua Bíblia, uma vez escreveu: “Para escrever estas coisas, não andei pescando no aquário de outros homens; minha Bíblia e minha Concordância são a minha livraria, em meus escritos”.

O grande pregador Charles Spurgeon, que lia O Peregrino todo ano, escreveu sobre Bunyan: “Fure-o em qualquer parte. E você verá que seu sangue é biblino, a própria essência da Bíblia flui dele”.

 

Fonte: Informativo Palavra Prudente

Stuart Olyott

Stuart Olyott, filho de um engenheiro britânico, nasceu no Paquistão, em 1942. Devido ao trabalho de seu pai, a família Olyott mudava constantemente de casa, e até de país, durante vários anos. Aos sete anos, Stuart começou seus estudos numa simples escola – feita de folhas de bananas, na Malásia. E logo chegou a conclusão que sua vida aqui na terra era muito curta e que não poderia deixar de pensar na eternidade.

O Sr. e a Sra. Olyott, embora fossem cristãos, conheciam muito pouco das Escrituras. As viagens constantes a países estrangeiros dificultavam o acesso constante a uma igreja. Não obstante, passaram aos seus filhos duas lições importantes: 1) Não há nada mais importante do que as coisas de Deus e 2) Acerca de sua própria pessoa, nada é mais valioso do que sua integridade.

Com o tempo, a família Olyott retornou a Grã-Bretanha, e foi então que Stuart, aos 12 anos de idade, sofreu um acidente. Estava andando de carro com vários amigos embriagados e o veículo chegou a capotar. A situação levou Stuart a fazer uma oração, mas eram apenas palavras. O menino sabia que era uma pessoa mortal, e até acreditava em Deus e orava, mas não era um cristão.

Cerca de dois anos mais tarde, Stuart resolveu escapar da influência cristã de seu lar e foi passar um tempo na casa de sua avó ímpia, uma pessoa que ele mesmo descreve como sendo “bastante supersticiosa”. Ela não o obrigava a frequentar a igreja, e ele gostou muito disso, até um determinado domingo, dia 8 de setembro de 1957. Sentindo a necessidade de assistir um culto, Stuart escolheu visitar uma igreja liberal onde a Bíblia era aberta, mas não pregada. Justamente naquela noite, o pastor da igreja tinha convidado um amigo para dar seu testemunho perante a igreja, e, ao ouvir o palestrante, Stuart foi convencido que Deus é grande, santo, presente e que ninguém podia escapar dEle. Chegando à conclusão que sua condenação era certa, o adolescente então foi levado a pensar sobre a cruz de Cristo e, embora não entendesse tudo acerca da salvação, clamou a Deus para salvá-lo.

A convicção e a salvação de Olyott foi um evento tão traumático que ele fugiu das pregações durante as próximas semanas, com medo de que aquilo acontecesse novamente. Mas, com o passar do tempo, a situação melhorou, e, ao retornar às aulas, Stuart conheceu um professor que dizia ser um cristão. Este professor queria criar uma comunidade cristã dentro da própria escola, e Stuart ajudou-o.

Após a conversão, Stuart passou a ler vários livros cristãos e depois sentiu o chamado para pregar o Evangelho. Demorou algum tempo, mas finalmente a sua própria igreja reconheceu o seu chamado, Olyott completou o curso no seminário e foi chamado a pregar na Igreja Batista Poplar, na zona leste de Londres. Na sua primeira pregação nesta igreja, Olyott pregou sobre Romanos 12.1-2. Qual foi a sua surpresa ao saber que o pregador antes dele, e também o pregador antes daquele, também haviam pregado sobre o mesmo texto!

Depois desta repetição, a Igreja Batista Poplar chamou Olyott para ser seu pastor, em agosto de 1964. Olyott continuou nesta posição durante dois ou três anos, mas, por fim, teve que deixá-la devido à liberalidade que prevalecia na igreja.

Sabemos que Olyott casou-se com uma moça que conheceu durante este primeiro pastoreado, mas não conseguimos localizar o nome dela, nem os nomes dos filhos, se é que tiveram.

Embora ele não pareça forte (um leitor chegou a descrevê-lo como “um homem que aparenta sempre estar passando fome”), Olyott tem sido muito ativo na obra do Senhor. Pastoreou uma segunda igreja durante 23 anos, propagou o Evangelho e plantou novas igrejas na Suíça e França, gravou muitas pregações, escreveu nove livros e publicou uma centena de artigos doutrinários em diversas revistas. Atualmente, Olyott é o Diretor Pastoral do Movimento Evangélico de Gales, e embora esta seja uma grande responsabilidade, ele continua escrevendo matérias proveitosas e viajando mundo a fora para pregar em conferências.

Não estude para tirar uma pregação — não! não! — mas estude para entender o texto. Esta é a regra acima de todas que os pregadores devem seguir.
                           — Stuart Olyott

Fonte: Informativo Palavra Prudente

Claude Duvall Cole

Claude Duval Cole, também conhecido como C.D. Cole, autor de Definições de Doutrina e outros manuais de grande proveito aos Batistas Fundamentalistas, nasceu em 12 de novembro de 1885, em um lar humilde no vilarejo de Lisman, no estado de Kentucky, EUA.

Sua infância e adolescência parecem ter sido bastante calmas, pois pouco se sabe dele antes de seu casamento com Roxie Sisk, em 1907. Sabemos apenas que, como jovem, C.D. Cole viveu uma vida bastante diferente da maioria dos seus conterrâneos: já que a economia desta região de Kentucky era dependente da mineração de carvão e a maioria dos seus conterrâneos era mineira, desde a adolescência; a vida profissional de C.D. Cole é um mistério. Aos 16 anos, ele trabalhou como operador de telégrafo numa ferroviária, logo depois, quando ainda era jovem, trabalhou na área de contabilidade para uma empresa grande na cidade de Morton’s Gap, Kentucky, indo depois trabalhar num banco na mesma cidade.

Logo após o seu casamento com Roxie Sisk, ainda na época em que trabalhava no banco, ele passou a frequentar uma igreja evangélica liberal em Morton’s Gap. Embora ainda não fosse salvo, esta igreja reconheceu que ele tinha um intelecto acima de média e logo pediu para ele ser o superintendente das escolas dominicais. Ele aceitou o convite e, por alguns anos, trabalhou como diretor do programa de educação religiosa desta igreja.

Em meados de 1910, C.D. Cole reconheceu que não era salvo. Logo, colocando a sua fé em Cristo, também reconheceu que a igreja onde era diretor de educação religiosa não era fiel à Palavra de Deus — justamente por permitir que ele tivesse posição de responsabilidade nos cultos, mesmo não convertido! C.D. Cole logo saiu desta igreja liberal e pediu batismo na Igreja Batista de Morton’s Gap — uma igreja fundamentalista, conservadora e calvinista. Logo depois de ser batizado e admitido como membro na Igreja Batista de Morton’s Gap, C.D. Cole trabalhou como zelador da igreja, preparando e limpando o salão da igreja antes de cada culto.

Em 1912, C.D. Cole sentiu que Deus estava chamando-o ao ministério de pregação. A Igreja Batista de Morton’s Gap o ordenou ao trabalho pastoral — e logo o chamou para ser pastor! Ele continuou como pastor dessa igreja, até 1930, quando saiu para pastorear sequencialmente três igrejas no estado da Flórida. Voltando para a Igreja Batista de Morton’s Gap, em 1943, onde foi pastor até 1953.

O seu pastorado em Morton’s Gap é notável pela sua defesa firme e branda do fundamentalismo calvinista. Durante a década de 1920, a Igreja Batista de Morton’s Gap era associada a várias outras igrejas, tendo amizade plena com elas. Entre estas igrejas, podemos destacar a Igreja Batista da Vitória, na cidade de Providence, Kentucky. E. G. Sisk, pastor desta igreja, era bastante educado e muito popular entre os evangélicos da região. Conhecido como evangelista, ele disse ter batizado mais de 2.500 pessoas, durante o seu ministério. Porém, em 1924, ele publicou um livro intitulado 65 Problemas com a Eleição Incondicional — um livro cheio de filosofia humana sobre a suposta injustiça da doutrina da eleição.

O livro foi muito bem recebido, tanto por batistas como por outros evangélicos, resultando na negação das doutrinas da graça, em pouco tempo, por muitos. C.D. Cole organizou um debate público de quatro dias com Sisk, quando defendeu a doutrina da eleição incondicional e a soteriologia fundamentalista. No final do debate, com E. G. Sisk continuando a negar o ensinamento e a autoridade das escrituras, C.D. Cole, junto a mais sete pastores, afastou-se e negou-se a continuar associado a E. G. Sisk e àquelas igrejas que negaram os ensinamentos da Bíblia.

Em 1929, A.W. Pink foi a Morton’s Gap e foi aceito como membro da Igreja Batista de Morton’s Gap. Pink queria apoiar o ministério de C.D. Cole — tanto em oração como no trabalho do ministério. Pink queria começar uma série de conferências bíblicas na região, trabalhar como evangelista e continuar o seu trabalho de produzir e publicar a revista “Estudos nas Escrituras”. Porém, logo após a sua vinda, houve contrito entre C.D. Cole e Pink. Nenhum dos dois deixou registro de qual seria o motivo da discordância, mas, em 1930, A.W. Pink levantou-se durante um culto, saiu da igreja de Morton’s Gap e nunca mais voltou. Na época, ele disse que tanto C.D. Cole como o restante da igreja, de 100 membros, não eram convertidos (com exceção de oito membros)! Muito tempo depois, temos registro que Pink e Cole fizeram as pazes e até voltaram a se corresponder. Porém, como nos mostra Paulo e Barnabas, em Atos 15.36-40, a existência de fortes disputas, até entre amigos, é uma certeza no trabalho de Deus. Afinal, Deus soberanamente usa ferramentas imperfeitas, no trabalho da sua vontade e o cumprimento da sua obra perfeita.

Em 1933, a esposa de Cole, Roxie, morreu, deixando apenas um filho, Winfrey D. Cole. Em 1934, Claude Duval casou-se com Minnie Kington, que era parente distante da sua primeira esposa. Eles permaneceram casados até 1968, quando C. D. Cole morreu.

Em 1954, Cole mudou-se para Toronto, Canadá, onde foi presidente e também professor de Teologia Neo-Testamentária, no Seminário Batista de Toronto (associado à Igreja Batista de Jarvis Street, onde T. T. Shields era o pastor). Nas suas aulas, ele distribuía cópias da obra O Rasto de Sangue, de J. M. Carroll, e ensinava e pregava o fundamentalismo bíblico. Era conhecido como um homem carinhoso com seus alunos, mas inflexível na defesa do fundamentalismo bíblico. Alguns dos seus alunos lembram como ele tinha o dom de reprová-los, sem fazê-los se sentirem castigados!

Mesmo ele não tendo mais do que um ano de faculdade, o seu comprometimento com o cuidadoso estudo da Palavra de Deus o fez um gigante entre os Batistas da sua época. Em consequência à sua dedicação ao estudo da palavra de Deus, ele recebeu um doutorado honorário.

Em 1956, Cole voltou para Kentucky, onde foi aceito como membro da Primeira Igreja Batista de Madisonville e trabalhou como diretor de visitas, no trabalho evangelístico da igreja, até 1962. Também serviu brevemente como pastor interino da Igreja Batista de Park Avenue, também em Madisonville, antes de voltar para a Primeira Igreja Batista de Madisonville, em 1963, onde foi pastor interino até 1964. De 1964 até 1968, C.D. Cole viveu quietamente, dedicando-se à autoria e publicação de vários livros. No dia 26 de Março de 1968, Claude Duval Cole morreu de um infarto, enquanto lia o segundo volume da sua própria obra, Definições de Doutrina.

C.D. Cole deixa-nos um enorme legado. Foi autor de oito livros e manuais de doutrina. Embora o mais famoso seja Definições de Doutrina, em três volumes, também escreveu: A Ordem Divina dos Sexos; A Esperança Celestial; Punição Eterna; A Doutrina da Eleição; e Estudos em Teologia Bíblica.

Além do seu legado de livros, C.D. Cole deixa-nos um exemplo do que é defender a verdade, sem deixar de ser amável e gracioso. Nenhum dos relatos de suas disputas, tanto com E. G. Sisk acerca da eleição, como com A. W. Pink, ou com aqueles que discordavam com ele, quando professor do seminário em Toronto, mencionam que ele tenha sido menos do que gentil e carinhoso, embora inflexível, na sua defesa da verdade. Mesmo odiando o ecumenismo e negando-se a continuar em cooperação com igrejas que negavam o fundamentalismo e o calvinismo, ele nunca se voltou a criticá-los pessoalmente, mas sempre se apoiava na Palavra de Deus nos seus avisos contra estes.

Além disto, C. D. Cole deixa-nos um ótimo exemplo do que é ser um estudante diligente da Palavra de Deus. Todos os seus livros e sermões são repletos de referências bíblicas, e é difícil encontrá-lo fazendo afirmações, sem também providenciar o capítulo e versículo que as apoie.

Assim, C.D. Cole não seria confortável com muitos fundamentalistas de hoje, que acham que ele é a última palavra em disputas — ou estudos. Definições de Doutrina, embora seja um ótimo começo e base, é apenas um esboço desenvolvido. C.D. Cole pedir-nos-ia que, uma vez tendo digerido os seus livros, nos dedicássemos ainda mais ao estudo diligente da Palavra e a obtenção de obras mais profundas do que ele nos deixou, rumo à nossa própria defesa inflexível do fundamentalismo bíblico.

 

Não basta deixar de fazer o que é errado; é preciso odiar o pecado.– C. D. Cole

Fonte: Informativo Palavra Prudente

 

Uma palavra sobre a biografia

É uma realidade que agrada a Deus usar “vasos de barro”, homens falhos, em Sua obra. Apesar de não concordarmos com tudo que este autor fez em sua vida ou com tudo que escreveu, acreditamos que tem muitas coisas edificantes em seus livros e em seu exemplo. Por isso quisemos compartilhar um pouco de sua vida, em nosso informativo desse mês. Nosso objetivo não é exaltar a C. D. Cole ou a qualquer outro homem, mas ao trabalho que Deus realizou através deles. Esperamos que lhe seja tão edificante aprender um pouco sobre esses vasos de barro, quanto tem sido para nós da equipe Palavra Prudente.

    

> Clamo a Ti Por socorro <

Quisera eu senhor fazer parte da tua glória agora…Quisera eu achar graça diante de ti, pois as pessoas desse mundo nos fazem sangrar e com suas espadas afiadas agridem nossa alma nos fazendo “chorar”. Fazem-nos de alimento a um mundo perdido, tornando-nos frívolos diante de homens. Quem me livrará do olhar do homem mau? Quem me livrará de suas maquinações ocultas no entardecer da noite? Ou quem livrará minha alma do homem perverso que me persegue como lobo faminto?

Feroz é sua atitude… Rastejante o seu andar…Voraz o seu trago…Como sou capaz de me livrar?

Há tempos venho pensando: como pode o homem ser tão mau? E a tua palavra me responde dizendo que em si traz o pecado que contamina o corpo e a mente, fazendo-nos padecer até a alma!

Senhor levanta teus olhos sobre mim, guia meu espírito e direciona-me a águas tranquilas, faz-me como criança que acabara de abrir os olhos ao nascer…Deixa-me segurar em tuas mãos e olhar em teus olhos com meu espírito!

Já não sou mais eu que clamo, mais a alma que habita me mim e que geme como uma mulher com dor de parto, pois sabe que o físico não mais o pode suportar…Como poderia eu vaso de barro entender os teus designos? Como poderia eu sendo pó entender teu amor?

Jamais meus pensamentos poderão alcançar os teus e jamais poderei dar o melhor de mim uma vez que nada sou e nada tenho!

Ainda assim minha alma sabe que só á Ti posso clamar por misericórdia. E sei que só Tu és soberano podendo livrar-me das garras do inimigo exatamente quando quiseres!

Reconheço-te como soberano que és

Senhor sabe a minha tristeza, compreendes meu desanimar. O ser humano, esse ser vermezinho depravado reputável ao nada indigno de tua salvação se mostra a cada dia o quanto repugnante, falso, hipócrita que ele é.

Muitos me criticam e assim tentam tirar minha paz, mais minha confiança esta em Ti, ajuda-me pai e afasta de mim os que tentam afligir minha alma.

Pai é comum nos depararmos com o pecado e tentarmos fugir dele quando envergonhados nos sentimos, em nós mesmos tentamos procurar uma resposta ou motivo de porquê agimos assim e quando fazemos isso nosso ser se cala e repugna-se nosso espírito, sentimos vontade de chorar…Ainda estou tentando entender se o que nos leva a tais atos é nossa natureza outrora decaída ou tua soberana ação!

Embora eu saiba a resposta para mim é extremamente assustadora, a tua graça e incompreensível a tua soberania. Quanto mais te conheço mais sou levada a ter certeza da tua salvação na mesma medida em que fico grandemente assustada por perceber como ages e como os acontecimentos se encaixam perfeitamente como em um jogo de quebra cabeça.

Pai percebo que não há nada que eu possa fazer…Se olhar para o céu durante a noite a tua majestade e grandeza se manifestam e não posso evitar a tua ação soberana. Se estudar o universo e seus planetas o meu ser, todos os habitantes dessa terra e tudo o que nela há é reputado ao nada diante da vastidão da tua imensa obra incompreensível aos olhos e entendimento humano!

 

 

Não da para compará-lo, compreendê-lo, explicá-lo e muito menos questioná-lo! Se olhar para o impugnável mortal que sou o que diria a Ti? Se olhar para as reprovantes obras de minhas mãos o que darei a Ti? Se atentar para os miseráveis pensamentos e atitudes que tenho como chegarei a Ti?

Maldito homem que sou, miserável e repugnante ser que há em mim…Se somassem todas as minhas habilidades e conhecimentos para pesá-los em uma balança, seria como a poeira trazida pelo vento: nada se vê e nada vale, ainda assim Tu me separaste por amor a Cristo. Ainda assim te fizeste homem para morrer na cruz e formaste todo o universo antes mesmo dele existir.

Quão maravilhoso és Tu e grandioso o teu querer, que mesmo não devendo nada a ninguém e sendo quem és elaborastes-me em teus planos no mais perfeito e minucioso detalhe!

Cada célula, cada veia, poros, vasos, órgãos, tecidos, ar, visão, audição, tato, paladar e tudo o que há em mim vem de Ti no mais minucioso detalhe, não só meu ser como também todos os acontecimentos do universo quer seja bom ou “ruim” tudo é para honra e gloria Tua!

Porquê? Porque se importarias comigo, o mais corrupto dos seres já criados quando eu nem se quer me importo com meu próximo? Em mim só há ganância, egoísmo, vaidade e tudo que de ruim há. Sinto-me tão pequena diante da lua que criaste e tão insignificante diante das maravilhosas galáxias obras de Tuas mãos!

As palavras não podem expressar o que penso sobre Ti ou muito menos dizer o que vejo de Ti, não há palavras em livros para descrevê-lo…Obrigada Pai!…Obrigada por se importar comigo e com minha existência, por dar-me à maravilhosa graça e o favor de ti conhecer, não que eu mereça mais pelo simples fato de Tu Seres soberano em mim e sobre mim!

☼ Um pequeno resumo sobre o chamado eficaz ☼

Quem o faz é o próprio Deus por meio Dele, por Ele e para Ele. Sendo assim o chamado eficaz ocorre:

1 – através do Espirito Santo enviado a mente humana para convencê-la do pecado!

E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo”. (Jo. 16:8)

2 – Libertando o homem das trevas; “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”; (I Pe. 2:9), da escravidão e do diabo! “E tornarem a despertar, desprendendo-se dos laços do diabo, em que à vontade dele estão presos” (II Tm. 2:26).

3 – Trazendo o homem pra comunhão com Cristo!

 “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor”. (Ico. 1:9).

 “Porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro,E esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura”. (I Ts. 1:9-10).

4 – Deus agindo através de seu beneplácito e não da vontade do homem!

 “Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos; E que é manifesta agora pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual aboliu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho”. (II Tm. 1:9-10)

 Não existe obras ou atitudes humanas para a salvação, pois ela é única e exclusivamente por meio da graça!

 “Há muito que o SENHOR me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí”. (Jr. 31:3)

5– Irresistivelmente, o homem não pode impedir, adiar ou manipulá-lo!

 “E, passando eu junto de ti, vi-te, e eis que o teu tempo era tempo de amores; e estendi sobre ti a aba do meu manto, e cobri a tua nudez; e dei-te juramento, e entrei em aliança contigo, diz o Senhor DEUS, e tu ficaste sendo minha”. (Ez. 16:8)

 Lazaro representas muito bem esse homem morto que por si só não pode voltar a viver (reviver) mesmo que deseje com toda vontade e Paulo nos mostra como não podemos resistir, uma vez que a luz de Deus nos cerque!

 “E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu.….Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões…E Saulo levantou-se da terra, e, abrindo os olhos, não via a ninguém. E, guiando-o pela mão, o conduziram a Damasco”; (At. 9:3-16)

 No chamado eficaz não há espaço para o humanismo, o determinismo ou o eucentrismo, pois como o próprio Paulo nos fala em Rm. 3:10-18 esse homem moralmente depravado não pode guiar a si mesmo e muito menos seus passos.

 “Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer.Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. A sua garganta é um sepulcro aberto; Com as suas línguas tratam enganosamente; Peçonha de áspides está debaixo de seus lábios; Cuja boca está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar sangue. Em seus caminhos há destruição e miséria; E não conheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos”

No chamado eficaz Deus exerce seu mais excelente atributo…..Sua soberania a qual lhe permitiu criar ao mundo, a mim e a você!

>> Teísmo Aberto <<

Alguma vez você já se perguntou se foi você mesmo quem tomou aquela importante decisão de receber a Cristo em sua vida ou se foi Deus quem a tomou por você? Já chegou a questionar se realmente tem “liberdade” de escolha para decidir por si mesmo ou se Deus já determinou todas as coisas a seu respeito? Se a sua resposta for afirmativa, é sinal de que você já experimentou a tensão que deu origem ao Teísmo Aberto – uma perspectiva teológica relativamente nova que amplia o alcance do livre-arbítrio humano e alega que Deus não conhece o futuro. Concebido em 1980 (com a publicação do livro de Richard Rice, intitulado The Openness of God [A Abertura de Deus]) o Teísmo Aberto surgiu no cenário teológico evangélico nos idos de 1990, chegando ao centro desse palco no ano de 1994 com a publicação do livro The Openness of God: A Biblical Challenge to the Traditional Understanding of God [A Abertura de Deus: Um Desafio Bíblico à Concepção Tradicional de Deus]. Clark Pinnock, um dos autores dessa última obra referida, adere ao Teísmo Aberto “porque [Deus] concede liberdade às Suas criaturas, alegra-se em aceitar o futuro como uma realidade aberta, não fechada, e em manter um relacionamento dinâmico com o mundo, não estático”. Entretanto, será que tal “abertura” é bíblica?

O contexto histórico

Há centenas de anos as pessoas lutam com dois ensinos da Bíblia aparentemente incompatíveis entre si: a determinação global e onisciente [por parte de Deus] de tudo o que acontece em Sua criação (denominada “providência” ou “presciência”) e a liberdade e responsabilidade humana de escolher seu próprio caminho (chamada de “livre-arbítrio”). Essa antinomia bíblica apresenta a soberania divina e a responsabilidade humana numa situação de convivência mútua. Entretanto, o raciocínio humano procura solucionar a situação com a exclusão de uma delas. As Escrituras Sagradas descrevem Deus como Criador absolutamente soberano e onisciente “que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade [...] para louvor da sua glória” (Ef 1.11-12) e para o próprio bem dEle e de Suas criaturas. Aqueles que dão ênfase a esses elementos, normalmente identificam-se com o reformador protestante francês João Calvino (1509-1564).

João Calvino (1509-1564).

Contudo, as Escrituras também descrevem a responsabilidade humana: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). Conseqüentemente, outros crêem que a visão determinista do Criador e de Seu cosmos diminui a responsabilidade do ser humano e a importância da glória de Deus. Tais pessoas têm uma inclinação para o que entendem ser umas posições mais justas, que enfatiza a natureza autônoma das escolhas humanas. Elas se identificam com o teólogo holandês Jacobus Arminius (1560-1609). O Teísmo Aberto é uma tentativa recente de se encontrar um meio-termo aceitável.

Os argumentos

Clark Pinnock alega que o Teísmo Aberto é necessário para que as criaturas de Deus sejam expressivamente agentes pessoais livres. Essa abertura significa que Deus não determina, aliás, Ele nem mesmo sabe um resultado ou desdobramento futuro até que os agentes pessoais livres façam suas escolhas. Ao advogar tal abertura como a melhor solução para a tensão da soberania divina versus a responsabilidade humana, Gregory Boyd considera “a abertura de Deus quanto ao futuro como um dos seus atributos de grandeza”, porque, “um Deus que [...] tem a disposição de se comprometer com um determinado elemento de risco é mais sublime do que um Deus que contempla um futuro eternamente estabelecido”. Boyd insiste na idéia de que a abertura não diminui a presciência de Deus; pelo contrário, uma vez que as ações futuras dos agentes pessoais livres ainda não aconteceram, não existe nada nesse domínio que Deus tenha de saber.Entretanto, o Teísmo Aberto se apresenta como uma séria ameaça à concepção bíblica de Deus, o Deus que conhece todas as coisas – reais e possíveis – sem nenhum esforço e igualmente bem. O assunto dessa controvérsia, em vez de ser periférico e incidental, é, de fato, fundamental e danoso para a teologia evangélica. Bruce Ware, um opositor do Teísmo Aberto, escreveu:

Nossa concepção da providência de Deus exercerá obrigatoriamente uma influência sobre o cotidiano da vida e prática cristã de inúmeras maneiras [...] cometer um erro aqui, é criar milhares de problemas, tanto teológicos quanto práticos. O Teísmo Clássico (posição na qual cremos) ensina que a onisciência soberana de Deus, de onde se origina Sua presciência, prepondera sobre a liberdade humana; essa natureza de Deus não pode ser menosprezada por uma ênfase exagerada na responsabilidade do ser humano. O fato de que a perspectiva tradicional de Deus, por vezes, é mal expressada ou ridiculariza Deus como “um monarca altivo alheio às contingências do mundo, imutável em todos os aspectos do seu ser [...] um poder irresistível que determina tudo, ciente de tudo o que vai acontecer e que nunca corre riscos”,[6] não quer dizer que o evangelicalismo clássico ignore as tensões geradas pela revelação bíblica. O Teísmo Aberto não soluciona esse problema da antinomia bíblica. Ele simplesmente remete a discussão para um outro ponto do espectro. A questão agora, passa a ser a seguinte: o que constitui uma livre ação futura em contraste com uma futura ação que não seja livre (i.e., determinada)? De acordo com o teísta aberto William Hasker, “um agente é livre no que se refere a uma certa ação em dado momento, se naquele momento estiver no poder do agente a capacidade de realizar tal ação e também a capacidade de abster-se dela”. Entretanto, os teístas abertos adotam um conceito de liberdade humana inadequado que chega a ser quase libertário. John Frame, em seu livro No Other God [Não há Outro Deus], explica: Os defensores do livre-arbítrio [i.e., os libertários] afirmam que só podemos ser considerados responsáveis por nossas ações se tivermos esse tipo de liberdade radical. O princípio no qual se baseiam é bastante simples: se nossas decisões são induzidas por qualquer coisa ou qualquer pessoa (inclusive nossos próprios desejos), não se pode dizer que são decisões genuinamente nossas e, portanto, não podemos ser considerados responsáveis por elas. Na realidade, somente Deus é verdadeiramente livre. A liberdade humana é relativa. Em última análise, o relacionamento da soberania e presciência divinas com a liberdade e responsabilidade humanas estão muito além do alcance da compreensão das criaturas (humanas e angelicais). Uma vez que a liberdade das criaturas é obviamente limitada (por exemplo, pela força da gravidade), é mais correto admitir a existência dessa antinomia, exaltar o caráter de Deus e permitir que a autonomia humana seja reduzida até enquadrar-se na responsabilidade biblicamente ordenada.

Os perigos

1. O Teísmo Aberto menospreza a glória divina

Na realidade, somente Deus é verdadeiramente livre. A liberdade humana é relativa. Em última análise, o relacionamento da soberania e presciência divinas com a liberdade e responsabilidade humanas estão muito além do alcance da compreensão das criaturas (humanas e angelicais).

O Teísmo Aberto dá crédito à criatividade e à desenvoltura de Deus quando Ele consegue “instigar” os agentes morais livres a agirem de conformidade com os planos e caminhos Dele. Ao perguntar-se acerca do que acontece “quando o índice de sucesso de Deus diminui”, Ware menciona que os teístas abertos reconhecem que “a liberdade possibilita que males horríveis e despropositais venham a acontecer. Embora Deus tente evitar tal sofrimento horrível, dizem eles, há muitas ocasiões em que Ele, simplesmente, não consegue evitá-lo”. Nesse caso, Deus tem que assumir a responsabilidade pelo fracasso de Seus planos. Em lugar de um Deus temível que controla e dirige tudo os que acontecem sem o mínimo esforço, têm que abrir espaço para um Deus que trabalha fazendo horas extras para se manter à frente de todas as livres decisões morais, previamente desconhecidas e inexistentes, tomadas a cada instante de cada dia.

2. O Teísmo Aberto menospreza a esperança humana

A partir de tal perspectiva, o nosso precioso versículo bíblico de Romanos 8.28, deve ser lido da seguinte maneira: “a maioria das coisas coopera para o bem, desde que Deus consiga instigar as pessoas ao meu redor”, em vez de “sabemos que todas as coisas cooperam [i.e. que Deus leva todas as coisas a cooperarem] para o bem daqueles que amam a Deus”. Não teremos mais condição de dizer, como declarou José a seus irmãos: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim, porém Deus o tornou em bem, para fazer como vedes agora, que se conserve muita gente em vida” (Gn 50.20). Se Deus consegue apenas resultados parciais na concretização de Seus propósitos, como afirmam os teístas abertos, então Ele talvez não seja bem sucedido no cumprimento de Seus propósitos para a minha vida. Porém, o apóstolo Paulo afirmou exatamente o contrário: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6).

Se Deus consegue apenas resultados parciais na concretização de Seus propósitos, como afirmam os teístas abertos, então Ele talvez não seja bem sucedido no cumprimento de Seus propósitos para a minha vida.

Ao invés de ter um Deus que não conhece aquilo que ainda está por acontecer, é confortador, e até mesmo um tanto assombroso, saber que “… não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas” (Hb 4.13).

3. O Teísmo Aberto menospreza a confiabilidade profética

Lá se foi o amor pela Palavra de Deus e por Suas promessas referentes ao futuro, as quais amamos ler e considerar. Um crítico do Teísmo Aberto disse: “imagine só o compositor do hino tentando animar os desvalidos com estas palavras:” Não sei o que de mal ou bem é destinado a mim [...], mas eu sei em quem tenho crido, o qual também não conhece o meu futuro ““.

4. O Teísmo Aberto menospreza o futuro de Israel

Após rebelar-se por repetidas vezes e frustrar o plano de Deus para ela, será que a nação de Israel ainda poderia ter um restinho de esperança de que Deus cumprirá as promessas que lhe fez? Ter-se-ia que reconhecer o fracasso de Deus em Sua criatividade e poder de persuasão no passado e perder as esperanças na competência de Deus quanto ao futuro. A conclusão inevitável a que tal pensamento leva é que a posse da Terra de Israel é uma questão de quem se apoderar dela, visto que Deus não conhece o futuro, nem predeterminou o resultado final.

Será que a nação de Israel ainda poderia ter um restinho de esperança de que Deus cumprirá as promessas que lhe fez?

Por outro lado, Paulo declara que a atual condição de Israel faz parte de um inescrutável plano de Deus para a Sua própria glória: “Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia [...] Logo, tem ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz” (Rm 9.16,18). O Teísmo Aberto é uma tentativa de modelar uma forma mais conveniente de liberdade humana, à custa da concepção de Deus ensinada no Teísmo Clássico. Todavia, em seu desdobramento final, menospreza a glória de Deus para exaltar a liberdade do homem. É um esforço de produzir a conclusão final acerca de uma antinomia bíblica que está muito além da compreensão das criaturas. E, nesse intento, o Teísmo Aberto prejudica a confiança do crente tanto na providência benigna de Deus, quanto em Sua Palavra profética.

Fonte:

(Richard Emmons – Israel My Gloryhttp://www.chamada.com.br

As “Testemunhas” de Jeová e suas doutrinas II

Quando uma organização como a STV afirma ser a única religião verdadeira e a única a possuir o ensino bíblico coreto, precisamos examinar cuidadosamente seus ensinos. Se as suas doutrinas são verdadeiras, poderão ser encontradas na bíblia, e seus ensinos serão consistentes e imutáveis, ano após ano. As Testemunhas de Jeová, porém, negam ou torcem muitos dos ensinamentos básicos da bíblia, e suas cresças entram em conflito co aquelas aceitas historicamente pelos cristãos através dos tempos.

Considere as comparações a seguir:

Crenças que não são bíblicas

A natureza de Deus: A bíblia ensina que há um só Deus verdadeiro. “Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, e meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Eu, eu sou o SENHOR, e fora de mim não há Salvador” (Isaias 43:10-11). Pai, Filho e Espírito Santo são identificados como Pessoas distintas dentro da única Deidade trina “E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”.(Mt 3: 16-17). Em todo o Novo Testamento Filho e Espírito Santo, assim como o Pai, são identificados separadamente como Deus. Cada um tem atributos divinos e atua como Deus (Filho: Mc. 2:5-12; Jo. 20:28; Hb. 1:8; Espírito Santo: At. 5:3-4; II Co. 3:17-18).

Em contraste, a STV nega a natureza triúna de Deus e ensina que essa crença é inspirada por Satanás. Ela ensina que Jeová, o nome do único Deus verdadeiro, corresponde apenas a Deus, o Pai. As TJs negam também que o Espírito Santo seja uma pessoa e, ao contrario, ensinam que ele é meramente uma força ativa de Deus, semelhante à eletricidade.

Jesus Cristo: A bíblia ensina que Jesus Cristo é Deus que veio em carne, e é o criador de todas as coisas (Jo. 1:1-3, 14). Apesar de que nunca foi menos que Deus, em um tempo determinado Ele deixou a glória que compartilhou com o Pai e recebeu uma natureza humana (Jo. 17:3-5; Fp. 2:6-11; Cl. 2:9). Em seguida à sua morte, Jesus levantou-se corporalmente do túmulo, apareceu e foi reconhecido em seu corpo por 500 pessoas. Esse fato foi crucial tanto para a pregação quanto para a fé da igreja primitiva (Lc. 24:39; Jo. 2:19-21; I Co. 15:6, 14).

Em contraste, a STV nega a deidade de Jesus Cristo e ensina que Jesus é um ser criado que existiu como o arcanjo Miguel antes de nascer como homem perfeito. As TJs crêem que após o sepultamento  de Jesus, Deus eliminou seu corpo físico. Ele levantou como uma criatura espiritual e “materializou” um novo corpo para torna-se visível. Agora nos céus Ele é novamente conhecido como Miguel, o arcanjo.

Salvação: A bíblia ensina que só a obra expiatória de Cristo provê a solução para o problema do pecado do homem. Jesus Cristo tomou os pecados pessoais de todos os eleitos – passados, presentes e futuros – em seu próprio corpo no madeiro (I Pe. 2:24), e como perfeito de Deus e perfeito homem ele cumpriu cabalmente com a necessidade da justiça divina por nós (Rm. 3:22-26).

Em contraste, a STV ensina que só um grupo entre as Testemunhas, conhecidos como “os 144.000” ou os “ungidos” recebem atualmente a justiça que vem de Cristo. Só os 144.000 são nascidos de novo e tem a esperança de reinar com Cristo nos céus. Para a esmagadora maioria do resto das TJs, conhecidas como “outras ovelhas”, o sacrifício expiatório de Cristo provê unicamente uma chance de vida eterna na terra.

A bíblia também ensina que somos salvos unicamente pela graça, sem quaisquer obras de mérito próprio (Ef. 2:8-10). Nada há com que possamos contribui para a nossa salvação, pois em Jesus Cristo estamos “mortos em nossos pecados” (Ef. 2:1-5).

Em contraste, a STV ensina que a salvação “dependerá das obras da pessoa”. Primeiro a pessoa precisa “vir para a organização de Jeová para ser salva” e então cumprir tudo o que ela ensina. Desta forma, o relacionamento com a organização das Testemunhas de Jeová, ao invés do relacionamento pessoal com Jesus Cristo, é apresentado como a base da salvação.

O Espírito e a Punição eterna: A bíblia que o espírito humano continua a existir conscientemente após a morte (Lc. 16:19-31; 6:9-11; Fp. 1:23-24; Ap. 6:9-11) lá sofrerão a punição eterna conscientemente (Mt. 25:41, 46; Ap. 14:10, 11; 20:10-15).

Em contraste, a STV nega a punição eterna e ensina que o espírito não pode existir à parte do corpo. As TJs crêem que a morte põe um fim a toda existência consciente. A palavra inferno refere-se ao túmulo, e os que são julgados definitivamente por Deus são aniquilados e simplesmente deixam de existir.

A Bíblia: A bíblia ensina que o Espírito Santo habita os cristãos individuais e os ajudam a entenderem a apalavra de Deus e a aplicarem corretamente nas suas vidas (I Jo. 2:20. 21,27).

Em contraste a STV ensina que a bíblia só pode ser interpretada por eles, e que nenhum individuo pode aprender a verdade separada deles.

Contradições e zigue-zagues

A sociedade Torre de Vigia afirma ser a organização de Jeová e o único canal de Deus de instrução espiritual hoje. Enfatiza que a bíblia é um “livro organizacional”, e que não pode ser entendida por indivíduos, não importa quão sinceros sejam. Mas como podemos confiar o nosso destino eterno a uma organização que durante a sua breve existência acumulou uma história tão deplorável de contradições e mudanças doutrinarias? Considere os seguintes exemplos da teologia mutante da Torre de Vigia.

    Em 1975 a STV ensinou que o homem que semeou a semente na parábola da semente de mostarda (Mt. 13:31-32) era Satanás. Depois, no mesmo ano, a Sociedade ensinou que este semeador é Jesus.

    Um incidente parecido ocorreu em 1978, quando a STV identificou o “Alfa e Ômega” de Apocalipse 22:12-13 como Jeová (isto é, Deus, o Pai), e cinco semanas depois ensinou que esses versos se referem a Jesus.

A dificuldade da para interpretar corretamente é vista mais claramente nos seus zigue-zagues doutrinários. Primeiro ensinam a posição A, depois mudam para a posição B, alegando que Deus lhe deu uma “nova luz”. Depois, contudo, voltam ao seu ensino antigo (posição A), e em alguns casos mudam novamente para a posição B. Eis aqui alguns exemplos:

Ressurreição dos homens de Sodoma

1879 – Serão ressuscitados.
1959 – Não serão ressuscitados.
1965 – Serão ressuscitados.
1988 – Não serão ressuscitados.
O “Senhor” de Romanos 10:12-16

O Senhor de Romanos 10:12-16

1903 – “Senhor” refere-se a Jesus
1940 – “Senhor” refere-se a Jeová
1978 – “Senhor” refere-se a Jesus
1980 – “Senhor” refere-se a Jesus

As “Autoridades Superiores” de Romanos 13:1

1916 – Autoridades superiores referem-se aos governos.
1943 – Autoridades superiores referem-se a Jeová Deus e a Jesus Cristo.
1964 – Autoridades superiores referem-se aos governos.

Conclusão

À luz dos fatos precedentes, ousaríamos confiar na Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados? Ela profetizou falsamente o fim do mundo pelo menos seis vezes e usou essas predições para intimidar seus seguidores. Esse grupo repetidamente alterou suas doutrinas e contrariou crenças que mantinha anteriormente, tudo isso enquanto afirmava que só eles tinham a verdade.

Não queremos ridicularizar ou ofender as Testemunhas de Jeová individualmente, pois em geral são mais pessoas perdidas do que lobos vorazes. Muitos crêem realmente que se deixarem a STV serão destruídos no Armagedom. Elas necessitam de nosso amor e compaixão, nosso desejo para elas, como para todos os demais, é que cheguem ao verdadeiro conhecimento de que a bíblia ensina, e ao entendimento de que Jesus Cristo pode garantir a salvação apenas através de um relacionamento pessoal com  Ele onde receberemos o perdão para a vida eterna.

Fonte: Tradução by Intituto Cristão de Pesquisa.
Para maiores informações acesse:
website: http://www.irr.org/mit/portpage.html
No Brasil: ibc@br.homeshopping.com.br

As “Testemunhas” de Jeová I

Quase todos sabem de seu trabalho incansável de porta em porta. A organização que representam, conhecida como SOCIEDADE TORRE de VIGIA de BÍBLIAS e TRATADOS (STV) enfatiza a profecia do tempo do fim e predisse falsamente o fim do mundo muitas vezes. As datas estabelecidas para o fim do mundo foram: 1914, 1915, 1918, 1925, 1941 e 1975, como a própria STV reconhece no seu livro: Testemunhas de Jeová Proclamadores do Reino de Deus.
A STV exerce controle rígido sobre as Testemunhas de Jeová (Tjs), e proíbe sua participação em atividades comuns, tais como aceitar transfusões de sangue (já proibiu, entre 1931 e 1952, vacinação, e entre 1967 e 1980, transplante de órgãos – de acordo com o livro Testemunhas de Jeová Proclamadores do Reino de Deus), celebrar aniversários ou feriados, votar, saudar a bandeira e o serviço militar.

A história das Testemunhas de Jeová

A sociedade Torre de Vigia alega ousadamente ser a única organização que Deus está usando hoje para ensinar sua verdade e falar sobre Ele. De acordo com a STV, todas as não TJs serão destruídas no Armagedom, o julgamento divino que ela diz que esta bem próximo. A STV imprimi mais de 14 milhões de copias das suas revistas cada semana, e há mais de 4 milhões de Testemunhas de Jeová espalhando suas doutrinas em 232 paises. O que se segue são alguns fatos que precisamos conhecer sobre a história e a doutrina das Testemunhas de Jeová.

Crenças e doutrinas emprestadas

Charles T. Russell (1852-1916) fundou o movimento TJ. Quando adolescente rejeitou suas origens presbiterianas e uniu-se a uma igreja congregacional mais liberal. Depois, deixou também este grupo. Ele negou a deidade de Cristo e os ensinos bíblicos sobre o inferno e o tormento eterno. Russell não teve nenhuma educação bíblica formal, mais copiou e construiu em cima de vários ensinos que eram populares na época. Por exemplo, o Adventismo influenciou na sua negação do inferno, e uma facção adventista por N.H. Barbour suscitou seu interesse pelas profecias do tempo do fim. De Barbour ele copiou a cresça de que Cristo retornou invisivelmente ao mundo em 1874, e que em 1914 seria o ano em que o mundo seria destruído e o Milênio começaria.

Afirmações fantásticas

Em 1879 Russell fundou sua própria revista, Torre de Vigia de Sião e Arautos da Presença de Cristo (agora conhecida como A Sentinela), para promover suas doutrinas. As pessoas foram atraídas pelas predições sensacionalistas de Russell quanto ao tempo do fim, e a organização cresceu.
A despeito de sua falta de formação teológica e conhecimento de línguas bíblicas, Russell alegou ser o único a estar com a verdade, e ele vigorosamente condenou todas as ouras religiões cristãs. Como resultado ministros de varias denominações começaram a expor seus falsos ensinamentos e seu caráter questionável.

Integridade questionável

O Ver. J. J. Ross publicou um folheto que expôs as falsas doutrinas e afirmações de Russell, revelando que o mesmo nunca freqüentou escolas de educação superior; não sabia nada de filosofia, teologia sistemática ou histórica, era totalmente ignorante quanto às línguas bíblicas.
Russell tentou sem sucesso parar essa circulação danosa processando o Ver. Ross por difamação. Todavia, ele não apenas perdeu a causa, mais o processo cometeu perjúrio diante da corte quando mentiu sob juramento sobre seu conhecimento da língua grega. No fim Russell admitiu que as declarações sobre si no panfleto eram verídicas ou pelo menos parte delas dizia ele.
Em 1913, Russell processou sem êxito o jornal The Brooklyn Daily Eagle por difamação, quando o jornal expôs suas tentativas fraudulentas de vender trigo comum pelo preço exorbitante de sessenta dólares o bushel (cerca de 27 quilos), alegando que era trigo “milagroso”.

Profecias que não se cumpriram

A despeito destes problemas, Russell continuou a atrair pessoas com suas interpretações proféticas fanáticas e avisos dramáticos de que o Armagedom viria em 1914. Quando o ano veio e foi-se, ele alterou a data para 1915. Russell morreu em 1916, deixando seus seguidores cheios de dúvidas e desiludidos pelas suas falhas preditivas. Joseph Franklin Rutherford então tomou o controle da organização.

Profecia visando o lucro

Rutherford (1869-1942) também usou a ameaça do Armagedom para intimidar as TJs. Ele publicou O Mistério Consumado, um livro que predizia que me 1918 Deus destruiria as igrejas e milhões dos seus membros, e afirmava que me 1920 todos os reinos seriam engolidos pela anarquia. Rutherford ensinou que o único caminho para escapar do julgamento inevitável e da destruição era unir-se à organização da Torre de Vigia.
O temor do Armagedom motivou as Testemunhas a trabalhar duro vendendo os livros de Rutherford e outras literaturas da Sociedade Torre de Vigia. Quando falharam as predições sobre 1918 e 1920, Rutherford fixou uma nova data em seu livro intitulado Milhões Que Agora Vivem Jamais Morrerão (1920). Ele ensinava que o milênio começaria em 1925, e que os santos do Antigo Testamento como Abraão, Isaque, Jacó e Davi voltariam à vida. A sociedade até mesmo construiu, em 1929, uma luxuosa mansão chamada Bete-Sarim (Casa dos Príncipes), supostamente para abrigar esses patriarcas.
Nesse ínterim, contudo, Rutherford convenientemente mudou-se para a mansão. Ele também dirigia um carro luxuoso durante a Grande Depressão (período de grande dificuldade financeira, principalmente nos EUA), enquanto as TJ comuns vendiam livros e folhetos da Torre de Vigia de casa em casa e trabalhava na sede de Betel recebendo de dez a quinze dólares por mês. Seis anos depois da morte de Rutherford, em 1942, os santos do Antigo Testamento ainda não haviam chegado, de modo que a sociedade discretamente vendeu “Bete-Sarim”, concluindo assim um capitulo embaraçante na história profética.

Alterando a Bíblia

Sob a liderança de Nathan H. Knorr (1905-1977) a sociedade parou um tempo de fixar datas e passou a usar uma estratégia diferente. Visto que muitos de seus ensinos podiam ser refutados por versículos-chave da versão comum da bíblia, Knorr passou a publicar uma bíblia diferente para as TJs usarem. Chamada de Tradução do Novo Mundo (TNM), ele audaciosamente alterou muitos versículos para apoiar a doutrina da Torre de Vigia. O melhor exemplo disso é João 1:1, que na versão Ferreira de Almeida afirma claramente a deidade de Jesus – “o Verbo era Deus”. As TJs negaram a deidade de Cristo de forma que a Tradução Novo Mundo verte essa frase: “a palavra era [um] deus”. A comissão responsável pela TNM foi mantida anônima, sem dúvida para acobertar a completa ausência de qualificações eruditas. Nenhum dos homens que trabalhou nesse projeto tinha qualquer preparo formal nas línguas bíblicas, exceto Frederick Franz. Ele foi o diretor da comissão e estudou grego por dois anos na universidade de Cincinnati sem graduar-se, e era apenas autodidata em hebraico. Após a morte de Knorr, Franz tornou-se o novo presidente da Sociedade Torre de Vigia.

Intimidação e falta de integridade

De 1960 a 1966 a velocidade de crescimento da organização caiu muito. Nesta ocasião a STV lançou um novo livro e uma nova data para o fim do mundo. Vida Eterna na Liberdade dos Filhos de Deus (1966), pelo vice-presidente Franz, concluiu que o outono de 1975 marcaria o início do sétimo período da história humana. A Sociedade foi cuidadosa para evitar imprimir uma predição direta, mas a mensagem foi clara para todas a Testemunhas de todos os lugares: o Armagedom viria em breve. Alguns até mesmo venderam as suas casas e propriedades em 1974, e eram louvados pelos lideres por agir assim.
O número de membros cresceu em milhares até que 1975 chegou e foi-se. Então, muitas pessoas perceberam que Deus não estava conduzindo a Sociedade e deixaram a organização. Os lideres da STV recusaram-se a admitir que tinham errado sobre 1975 e, ao invés, disseram ás TJs desiludidas para “ajustar seus pontos de vista”.
Hoje muitas pessoas não estão cientes destes fatos danosos, e as Testemunhas continuam a crescer em número, publicando grande quantidades de literatura enganosa. A Sociedade pede lealdade absoluta e ainda prega que o Armagedom virá em breve com aniquilação inevitável para ao que não se unirem à organização ou deixarem suas fileiras. A despeito de uma história cheia de manipulação e profecias não cumpridas, a Sociedade ainda alega ser a única que ensina a verdade.

Fonte: Tradução by Intituto Cristão de Pesquisa.

Para maiores informações acesse:

website: http://www.irr.org/mit/portpage.html

No Brasil: ibc@br.homeshopping.com.br

Se você consegue…..Então, tente!

É incrível como um Deus tão soberano e criador possa ser confundido ou simplesmente comparado ao sentimento humano!
O homem total e moralmente depravado, dotado de sentimentos repentinos e passageiros que ora ama e ora odeia anseia ser Deus em seu mundinho medíocre e repugnável, Deus em momento algum e repito novamente, em momento algum pode ser sentido pelo simples fato de sentimentos ser passageiro e Deus ser imutável e onipotente e não pertencer à realidade sentimental do homem!
Mateus 22:37 não pode ser interpretado fora de seu contexto o qual trata tanto de fariseus como de saduceus que tentam derrubar Cristo testando seus conhecimentos por serem eles os doutores da lei, logo em resposta a suas suposta pergunta Cristo responde com o versículo 37 que era exatamente o oposto ao que eles faziam uma vez que eles julgavam pelas aparências. Se realmente amassem a Cristo de coração seriam bondosos para com seu próximo, se realmente amassem a Cristo de toda sua alma saberiam seu lugar no reino e se realmente amassem a Cristo de todo seu entendimento saberiam que Ele era o messias enviado.
Deus não é energia, Deus não é força, natureza, matéria orgânica muito menos um judeu com conhecimentos suficientemente humano. Então não posso confundir panteísmo com imanência, pois esta é a forma pela qual Deus cuida de sua criação sem misturar-se ou torna-se ela, mesmo sendo Ele o todo poderoso, e exatamente por esse motivo, providencia toda a rota da sua criação, enquanto que o panteísmo o deus se confunde com sua criação a ponto de não se saber quem é o criador ou criatura, generalizando que tudo é deus e deus é tudo.
Na bíblia em lugar algum há incentivos para adorar ou exaltar a natureza, ela simplesmente assim como os céus estão aqui para confirmar a magnitude de Deus. O homem mal pode dirigir seus caminhos ou guiar seus passos já nos adverte Provérbios, pois quando Deus fez o homem a sua semelhança Ele não o fez a semelhança física porque Deus é espírito, assim o fez a semelhança da imortalidade de sua alma posta em seu corpo perfeito com capacidade moral e social antes da queda.
Como em todo e qualquer texto que faça apologia ao tão lamentável sonhado “livre-arbítrio” (que em seu próprio contexto gramatical já é uma contradição entre si) que coloca uma suposta chave dos céus nas mãos de um homem decaído, deixando ele responsável por gerar o pleno equilíbrio e uma sociedade feliz, fica aqui o verdadeiro reflexo necessário: “Ignorar a soberania de Deus e toda a sua criação é colocar o homem presente quando Deus lançou os fundamentos da Terra e nesse caso cabe aqui a pergunta; pode o homem ultrapassar o limite que lhe foi posto por vida ou, pode o homem anular o juízo de Deus justificando-se para condená-Lo?”

Pelágio; o decreto de Deus para os vasos da ira

Quando se trata de Pelágio é muito assunto a falar em pouco tempo a se dizer, não vou cair no absurdo de falar que cabe a ele toda a autoria da maior heresia já propagada nos tempos atuais mais ele foi um grande colaborador da mesma!
Tentarei ao máximo destacar somente Pelágio e tudo o que lhe envolver, qualquer semelhança aos dias atual não são meras coincidências, então vamos enfrente.

Os tempos na época de Pelágio não eram muito diferentes de nossos dias atuais com a política, a igreja, a sociedades e principalmente com os cristãos. O final do século IV e o início do século V, para o Império Romano não foi muito promissor, tendo em vista séculos passados de prosperidade e predomínio o Império Romano que agora atravessava uma série de problemas sem dúvida nenhuma passa por um tempo ruim, os últimos restos do paganismo desmoronam e, acontece uma invasão massiva e uma admissão na Igreja de famílias pagãs, de grupos e indivíduos. É preciso lembrar que o que hoje conhecemos por igreja católica não tinha tal nome e a igreja era aliada ao império e muito menos a igreja cristã tinha placa com nome, eram apenas chamados de cristão ou pagãos conforme a posição que tomavam.
É em meio a tudo isso que apresento a vocês Pelágio um monge britânico, mais precisamente irlandês nascido em 354 d.C. De 384 a 410 esteve morando em Roma vai para Palestina entre 410 e 411, bastante austero, talento, profundo, vivia em pobreza e tinha fama de grande santidade. Possuía como amigos São Paulino de Nola, Marcela, Pamaquio, Melania, Proba, Juliana, Albina, Detríades entre muitos senadores, cônsules, Cléricos (aristocracia romana) e jovens. Seus discípulos Celéstio e Juliano de Eclano.
Irado com uma cristandade inerte que se desculpava alegando a fragilidade da carne e colocando a culpa em satanás para todos os seus atos somado a celebre frase de Agostinho:

“Concede o que Tu ordenaste, e ordena o que Tu desejas”.

Tais palavras de Agostinho deixaram Pelágio intimamente irritado, o problema não estava na última parte da frase mais sim na primeira, pois ele concordava plenamente que é uma prerrogativa de Deus ordenar o que quiser e quando quiser, porém não concordava com o começo da frase: “Concede o que Tu ordenaste” o que em outras palavras quer dizer que Deus concederia exatamente o que Ele já havia decretado, Pelágio acreditava que o fato de Deus ter ordenado ao homem crer em Cristo, esse homem então deveria ter em si mesmo poder para realizar tal ato, se Deus ordena que pecadores se arrependam, então os pecadores devem ser dotados de poder para se arrepender concluía ele.
Então levantou a seguinte questão: a assistência da graça é necessária para o ser humano obedecer a Deus? Ou podemos obedecer a Deus se quisermos, sem a Sua ajuda?
Assim Pelágio conclui que pecadores têm de ter o poder para, de si mesmos, se arrependerem, sem auxílio divino e em nenhum momento o homem precisa do favor de Deus para ser capaz de obedecê-Lo. Então sem perca de tempo ele elabora sua tese destacando 18 pontos dos quais inclui-se o mais “notável” que a sociedade seguinte adotaria como tema central do cristianismo falsificado!

As 18 premissas de Pelágio:

1º – Os mais altos atributos de Deus são a bondade e a justiça.

2º – Se Deus é completamente bom, então tudo que Ele criou é igualmente bom.

3º – Como algo criado, a natureza não pode ser mudada na sua essência.

4º – A natureza humana é inalteravelmente boa.

5º – O mal é um ato que nós podemos evitar.
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6º – O pecado vem via armadilhas satânicas e concupiscência sensual.

7º – Pode haver homens sem pecado.

8º Adão foi criado com livre-arbítrio e santidade natural.

9º – Adão pecou por livre vontade.

10º – A descendência de Adão não herdou dele a morte natural.

11º – Nem o pecado de Adão, nem sua culpa foram transmitidos.

12º – Todos os homens são criados como Adão era antes da queda.

13º – O hábito de pecar enfraquece a vontade.

14º – A graça de Deus facilita a bondade, mas não é necessária para se alcançá-la.

15º – A graça da criação produz homens perfeitos.

16ª – A graça da lei de Deus ilumina e instrui.

17º – Cristo trabalha principalmente pelo Seu exemplo.

18º – A graça é dada de acordo com a justiça e mérito.

A heresia de Pelágio alcançou grande repercussão em sua época e conseguiu um elevado número de adeptos. Isso, provavelmente, se deve ao fato da importância que era dado, à vontade humana, nos locais onde sobrevivia o estoicismo (que estimulava a energia humana) o Pelagianismo foi bem acolhido, em conformidade com a sua tese, Pelágio não atribuía a salvação ao Espírito Santo, o homem por si só pode chegar ao arrependimento. Acrescente-se a esta motivação o fato de que Pelágio gozava de elevada reputação em alguns círculos da alta classe romana convertida ao cristianismo, pela integridade e autenticidade do seu comportamento. Seu ascetismo, a vivência de exigências morais aliados a um grande talento de atrair as pessoas foi decisiva para a difusão de sua “doutrina”, Pelágio é considerado o pai da doutrina por ser ele o autor dos 18 pontos levantados e expostos ao publico, por isso o nome Pelagianismo ou “doutrina” Pelagiana.
Para Pelágio o pecado original não tem tanta importância para o resto da humanidade, diríamos, não tem nenhum poder hereditário. O pecado de Adão foi só seu; a humanidade não tem que pagar por isto. É impossível, para Pelágio, a alma trazer consigo algo que não é culpa sua, pagar por algo que não cometeu. Deus não faria isso com os homens, criar uma alma imediatamente manchada. O que nós herdamos de Adão foi somente o seu mau exemplo, a sua desobediência, Adão foi criado como qualquer outro homem, com vontade (concupiscência), mortal, sujeito às dores, males. Adão foi criado livre, portanto, a morte não é castigo do pecado, pois Adão e todos os seus descendentes morreriam, mesmo que ele não tivesse pecado. Morrer faz parte da condição humana.
O ensino de Pelágio foi declarado heresia Agostinho de Hipona combateu o ensino de Pelágio de maneira feroz, Celéstio (advogado, esperto, ambicioso, muito expansivo) era considerado o orientador do Pelagianismo. Aurélio, bispo de Cartago, convocou um sínodo em 411, e condenou Celéstio. Este, porém, reclamou ao Papa, e fugiu para Éfeso fez-se ordenar sacerdote enquanto isso Pelágio ganhava algum terreno em Jerusalém, até que Orósio levou a São Jerônimo e a João, patriarca, avisos mandados por Santo Agostinho. O concílio de Jerusalém, convocado por João, não o quis condenar (pois Pelágio soube expor tudo com prudência e calma) preferiram pedir ao Papa Inocêncio I que examinasse Pelágio ao mesmo tempo o concílio de Lida o declarava ortodoxo. Mas, quando Orósio levou à África a declaração deste concílio, os Bispos em Cartago, a enviaram a Roma uma carta sinodal em que rejeitavam a doutrina de Pelágio, Zózimo (sucessor de Inocêncio I) mandou que Pelágio e Celéstio comparecessem ao concílio de Roma e, como não o fizessem, foram excomungados em 418 pelo concílio de Cartago foram declarados hereges. Partiram os dois para Constantinopla, onde encontraram o apoio de Nestório. Com a decadência do movimento pelagiano, entre 420 e 430, Juliano tentou sua readmissão, mas fracassou, ainda hoje vemos na igreja de Cristo o ensino de pelágio sendo propagado em partes, não na sua totalidade, mas diversos pontos dessa doutrina herética são ensinados hoje nas igrejas tanto protestantes quanto católicas. É triste ver o pelagianismo e o arminianismo sendo ensinado nas igrejas, mas o mais triste do que isso é ver que os pelagianos nem sabem que são pelagianos e acusam os soberanistas de seguirem doutrinas extrabíblicas!

> Te reconheço como soberano que és III <

Na dor percebo seu trabalho, na  fadiga percebo sua mão, no deitar percebo o quanto dependo Dele…

Tudo o que esta em mim é motivo para Tua gloria, minhas mãos não são minhas assim como o meu caminhar, nada depende de mim e o mais estranho ainda é que vivo e respiro um ar que não é meu!

Se observo os acontecimentos vejo seu plano minucioso, se olho para a terra vejo a sua mão como que estendida ao vento criando o que a imaginação não pode criar…

Se observo a natureza, tão magnífica e a sua formosura quem poderia criar algo tão majestoso e detalhado assim?

Tudo o que fazes é perfeito, tudo o que tocas é dissipado, não há força maior além de Ti, não há céus além de Ti, não há criação além de nós e não há eternidade sem Ti…

Olho para o homem quão mesquinho ele é, mente vazia, alma perdida, corpo corruptível…Quem somos nós sem Ti? O que é o espírito sem o Teu sopro?

Somos nada, feito do nada e reputados ao nada….Miserável pecador, sabedoria louca, riqueza pobre, sentimentos corruptos que nos afastam de Ti.

Quem Tu és? Porque és? E para quem és?

Sou eu quem decido o que pode ser criado ou quando a chuva cai? Por a caso controlo a tempestade ou a fúria do tornado? Ou decido o sim e o não?

Mal sei eu que posso deitar e não mais levantar…Que meu respirar pode ser cessado instantaneamente basta-te querer!

Que minha língua pode travar e não mais falar e meus ouvidos não mais ouvir e meus olhos não mais ver! Quão dependente de Ti sou. Mal posso responder pra onde vou ou quem sou se não conhecer a Ti!

Posso encher-me de conhecimentos vãs e filosofias que não passarão do pó e ainda assim me sentir melhor sem Ti?

Posso negar a mais singela semente que voa ao vento com destino certo a cair? Posso negar a vida e dizer que tudo acaba, não há mais nada a seguir?

Inépto que sou!!!

Não percebo que antes de mim havia quem? Que antes das coisas criadas havia alguém? Ou tudo se fez da minha vontade?

Sobre quem? Por quem? E pra quem?

Mal consigo controlar os pensamentos que há em mim, então como dizer que me domino? Como dizer que há sabedoria em mim se mal consigo distinguir entre as trevas e escuridão?

Caiam os montes, subam os rios e mares, desçam as nuvens, soprem os ventos e se vá a luz…O que poderá fazer o homem?

Nada…então serei reputado ao nada se minha vida não estiver em Ti!!

>> Te reconheço como Soberano que és 2 <<

Senhor Tu conheces meu coração, sondas minha mente e descreve meus caminhos……..Ainda que eu me perturbe ou se turbe o meu entendimento Tu sabes a verdade sobre mim! Às vezes fico aflita e parece que o desespero arrombou a porta para entrar, trazendo junto consigo a ansiedade, desconfiança, amargura e infelicidade. E quando desespero chega parece que vou definhar, meu espírito se torna como cera de uma vela que em contato com o fogo é consumida. Meus pensamentos passam mais rápidos que os cometas que Tu criastes e mesmo percebendo toda Tua glória e criação me pergunto: Até quando? Até quando? Até quando minha alma sofrerá amarguras desse corpo terreno que se envolve com as coisas desse mundo promiscuo e cruel?

Às vezes tenho medo de todos os acontecimentos que giram em torno de mim, tenho medo do que minha mente planeja e o meu corpo anseia. Fico assobrada por saber que dentro de mim o velho homem deseja ganhar forças. Sabe Deus, meus pensamentos voam de encontro ao Teu, mais minhas limitações não me permitem chegar a Ti, um Deus tão real, soberano, criador.

Tuas palavras me mostram e me revelam o quanto Tu és real e testificam as Tuas verdades e justamente nessas verdades está embutida tua vinda e a tua busca pela tua criação. E como se eu me perturbasse (nisso falo de minha mente) e não conseguisse chegar perto nem do pior pensamento do que irá acontecer com tua vinda. Sou tão pecador nascido em pecado e hoje eu sei mais que nunca quando olho para traz e vejo o quanto Tu me poupastes das consequências da escravidão dos meus pecados. Meus conhecimentos não são nada, tudo o que sei ou posso aprender sobre Ti teologicamente é exatamente nada se não te conheço pessoalmente. As aflições e angustias me levam a Ti, o medo o anseio e a verdade me levam a Ti, mais como….Como saber se todas essas coisas de fato me tornam conhecedora de Ti??

Às vezes penso que tudo o que sei é insuficiente…..E se o que sei é mais um motivo para minha condenação? Porque me sinto assim? Porque faço assim! Quebro regras, não obedeço quando deveria? Falo o que penso e talvez até firo pessoas? Sou oposta às leis das quais os homens criaram pra Ti adorar, e ainda supro as necessidades de minha carne com musicas que não agradam a Ti. Mais o que agrada a Ti de fato? Tu ti importas com regras criadas por homens ou o que Tu determinas é exatamente o que vale? Se o que sei é exatamente o que não sei ou não deveria saber?

Porque hora me sinto bem, alegre, satisfeita e sem duvidas do que sei sobre Ti e ao mesmo tempo me sinto perdida, desconfiada do que sei, triste e com medo do que possa vir? Peço-Te socorro e perdoa-me pelo que fiz e faço, tira minha alma dessa escuridão infinita, dá-me espírito novo e alegria, ajuda-me a ser teu servo a prosseguir junto a Ti, embora os anseios desta vida tentem me seduzir. Dá-me nova água de vida, cura minhas enfermidades que meu espírito passa e sente, põe em mim um coração novo e renova as esperança em Ti.

Não quero viver pra mim mesma, por que sei que o que tenho em mim nada vale, só resto de um velho homem depravado e decaído. Mas senhor…..Eu vi a tua luz, ouvi a tua graça e senti a beleza da tua criação e porquê? Porque sou assim? Contraria a uma natureza cristã que todos desejam e almejam? Talvez rebelde em meu proceder e fazer. Por que tenho pensamentos dobles e palavras torpes se digo que Tua mão esta sobre mim? Por que fazer a vontade de um corpo que será destruído se digo que ele esta em Ti? Confesso a Ti com minhas palavras e meu entendimento, mais nego a Ti com minhas atitudes? Pode andar juntos os dois? Porque essa dupla personalidade? Senhor na realidade percebo que nada sei e diante de Ti apresento meus ser, faça-se em mim a tua vontade e sei que se fará.

Por mais que os questionamentos de minha mente pareçam me distanciar de Ti, eu sei que Tu vives, és real e cima de tudo….És soberano, sendo assim já é razão suficiente para crer em Ti!!

╝╝ Bençãos e Maldição ╝╝

 O QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE OBJETOS QUE TRAZEM BÊNCÃO OU MALDICÃO

Com base bíblica podemos dizer que:

 Existem mesmo tais objetos?

Deve o crente ser supersticioso?

Qual deve ser a nossa atitude quanto a este assunto uma vez que falsos profetas, de posse de seitas poderosas enganam e manipulam o povo?

 Convido você a fazermos uma analise com base no que as escrituras nos dizem a respeito de todo esse movimento de curas, rituais e misticismos que invadem igrejas a fora e que muitos nem se quer usam a lógica para indagar já que não usam de fato o que deveriam usar!

 O QUE USAM AS SEITAS?

Essa é a pergunta mais fácil de ser analisada, bastando apenas ir a um “culto” para identificá-la rapidamente.

Água, rosa, sal, óleo, fitas, fotos, camisas e até mesmo replicas em maquetes de determinados lugares podem ser encontrados nessas chamadas de igrejas. Após serem “ungidos” tudo isso vira meio de cura proteção, de sorte, traz prosperidade aos que possuem, assim pensam os que utilizam tais amuletos. Loucura pensar que espíritos sejam atingidos por coisas materiais.

 Como entender os objetos na bíblia e na história do povo de Deus?

 A saliva de Jesus, a sombra de Pedro, a vara de Moisés, a serpente de bronze. Todos estes casos aconteceram com o propósito de autenticar e confirmar a palavra e o ministério de cada apostolo ou profeta e limitou-se ao tempo e local.

Porque a vara de Moisés não foi usada no lugar da serpente, que foi usada uma vez apenas e quanto à sombra de Pedro?

 A saliva de Jesus e os lenços e aventais que Paulo usou em At. 19.   

Provavelmente Jesus usou para confundir os seus opositores, uma vez que os Judeus acreditavam que a saliva era a própria substancia do individuo, pois se cria que a saliva passava energia vital.

 Em At. 28:7 Paulo curou o pai de Publio e não usou lenços e aventais, em 2. Co. 12:12, Paulo diz que os sinais feitos por ele, eram credenciais do seu apostolado, Portanto era uma forma de autenticação e não se tornaram rotineiros porque cumpriram apenas um propósito e não a promoção da vaidade humana.

 O QUE HÁ POR TRAS DESTAS IDÉIAS E QUAIS OS RESULTADOS

 Crença na possessão do crente, exagero na batalha espiritual, maldição hereditária, palavra da fé positiva, diminuição do sacrifício de cristo, práticas místicas e esotéricas.

Os resultados são os mais loucos possíveis, pessoas que dizem ser atormentadas por espíritos, perseguições noturnas, sofrimento causado por espíritos do além crentes sofrendo por macumba e muitas outras perseguições e dilemas que não teriam espaço suficiente para expor aqui.

 O VERDADEIRO CRENTE NÃO PODE SER POSSUÍDO

 O interesse dos demônios está em pessoas não em objetos, coisas ou territórios que provocam males.

Pecados não confessados são portas de entrada para demônios? Veja o que diz Cl. 1:13:

 “O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor”.

1.Jo: 5-18,19:

 “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca”. “Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno”.

 Cl. 2:8–15,18:

 “Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade; E estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo o principado e potestade; No qual também estais circuncidados com a circuncisão não feita por mão no despojo do corpo dos pecados da carne, a circuncisão de Cristo; Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos. E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas, Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo. Ninguém vos domine a seu bel prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão”.

 Exagero na Batalha espiritual. 

 No pós-encontro os participantes recebem a cobertura do sangue pela imposição de mãos, ai estará livre de novos ataques. Estes falsos mestres e falsos apóstolos esqueceram de que a serpente (Diabo) já teve a sua cabeça esmaga na cruz. Esta fé alucinógena diminui o poder de Deus e exalta o diabo, como se Deus precisasse receber ordens para agir em nosso favor. 1. Jo: 4-4:

 “Filhinhos sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo”.

 Maldição hereditária existe?

 Adeptos desta heresia afirmam que sim, os filhos recebem maldiçoes até a quarta geração, e que cada nível de pecado libera uma quantidade de demônios e que cada pecado atrai um tipo de demônio. Mais quando falamos com base nas escrituras logo percebemos o erro cometido por essas seitas, veja:

 E VEIO a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Que pensais, vós, os que usais esta parábola sobre a terra de Israel, dizendo: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram? Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que nunca mais direis esta parábola em Israel. Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá. Ez. 18:1-4,20. O pecado e individual.

 Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. 2. Co. 5:17. Novas criaturas.

 E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade. Ef. 4:24

Porque o marido descrente é santificado pela mulher; e a mulher descrente é santificada pelo marido; de outra sorte os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos. 1.Co.7:14. Convivência santificada.

 Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. Ex. 20:5. Extensão da ira e não herança genética, caráter e personalidade. O pecado é genético, a pratica é questão de caráter.

 A heresia da confissão positiva

Ela inverte os papeis, faz o homem exigir, determinar e Deus é que se submete. Os adeptos desta idéia deveriam explicar porque Jô não cantou “Restitui eu quero de volta o que é meu” porque não amarrou o diabo não fez nenhuma campanha de libertação ou rejeitou as aflições. Basta Tg. 4:13-17, para calar os hereges:

 Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos; Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo. Mas agora vos gloriais em vossas presunções; toda a glória tal como esta é maligna. Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.

 O sacrifício de Cristo

 Se pecados não forem confessados um a um, daí a necessidade de regressão, não serão perdoados. A santificação vem da cura interior e não do sacrifício vicário de Cristo. Mais não é isso que afirma Hb. 10:8-14: Como acima diz: Sacrifício e oferta, e holocaustos e oblações pelo pecado não quiseste, nem te agradaram (os quais se oferecem segundo a lei). Então disse: Eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade. Tira o primeiro, para estabelecer o segundo. Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez. E assim todo o sacerdote aparece cada dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar os pecados; Mas este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus, Daqui em diante esperando até que os seus inimigos sejam postos por escabelo de seus pés. Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados.

 1. Pe. 1:3-12: Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, Para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós.

A regeneração nos adotou e nos fez herdeiros e co-herdeiros de uma salvação completa para á gloria eterna, do Senhor que nos aguarda soberanamente.

 Religião mística e esotérica

 Unção de objetos que tocam vidas, fogueira que queima pecados e espíritos, gritos, choros, gemidos como prova de arrependimento e perdão divino. Não há nas escrituras, nem na história dos primeiros cristãos tal ensino ou pratica.

Todos que entraram por este caminho tiveram um fim desastroso, em alguns casos foram alvos fáceis de charlatões.

 CONCLUSÃO

Há muitos que ainda precisam saber e aprender que a palavra não tem poder na boca do homem e muito menos pode ele abençoar ou amaldiçoar quer seja objetos ou pessoas. Uma vez que isso ocorre é vão todo o misticismo em volta destas coisas. Batalha espiritual não reside em quebrar ou viver quebrando objetos possuídos por demônios. O que é consagrado aos cultos malignos perde valor fora do ambiente de culto. Is. 41:29: Eis que todos são vaidade; as suas obras não são coisa alguma; as suas imagens de fundição são vento e confusão.

A imagem de Maria é a mesma de iemanjá usada no candomblé enquanto são Jorge é ogum. Em 1.Co. 4:6, Paulo diz em outras palavras, Aprendam conosco a viver segundo as Escrituras e fecha o pensamento em Gl. 1: 8: Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.

> Autocracia Divina e a Liberdade Humana <

Esse assunto tem causado confusão entre teólogos e evangélicos e o que ouvimos, em certos púlpitos é que homem é dotado de “Livre-arbítrio”.Verdade ou mito?    

Primeiro vamos as definições dos termos:

SOBERANIA – Termo que define poder autoridade suprema e que não deve sua validade a nenhuma outra ordem superior.

LIVRE – ARBÍTRIO – Este é um termo composto de duas palavras; LIVRE: que é o termo que define a pessoa que não está sujeita a Senhor algum, é solto, desprendido já ARBÍTRIO: Resolução, livre, dependente só da vontade pessoal em geral se usa a definição juiz de si mesmo.

Logo os próprios termos nos da uma definição clara de que o homem não possui o tão sonhado “livre-arbítrio”, pois são opostos entre si, se Deus é Soberano, o homem não determina a própria sorte. Jr. 10.23. Não é livre. Jo. 8: 34-36. Hb. 13:20-21. O homem natural está morto, é filho da desobediência, anda segundo o príncipe da potestade do ar, o espírito que age nos filhos da desobediência. Ef. 2:2. Em Adão, (o Ancestral Comum) toda raça perdeu a expressão da personalidade e perfeição de caráter, poder real de escolha, tendo a vontade e os desejos condicionados a necessidades, que naturalmente cedem às paixões e inclinações da carne.  

 

Em nossos dias quatros posições básicas definem a escolha dos homens:

A. O determinismo Naturalista que diz: as ações do homem são resultados de fatores ou causas naturais que antecedem estas decisões. Tudo está em volta das suas necessidades, e a natureza as supre.

B – O determinismo Teísta que afirma: todos os eventos inclusive o comportamento do homem são determinados por Deus.

C – O Autodeterminismo diz: que os atos dos seres humanos são causados por si mesmos (o homem é totalmente livre e dono da sua própria sorte).

D – O Indeterminismo que diz: o comportamento humano é totalmente sem causa, poderia ser assim ou não, aconteceu por acaso.

 

Já a igreja em geral está dividida em dois grupos:

 Os que afirmam a soberania de Deus (Determinismo teísta) e os que afirmam o livre arbítrio humano. (Autodeterminismo).

 

 A CONFISSÃO DE FÉ BATISTA DE 1689 DIZ NO CAPÍTULO 3

    Deus decretou todas as coisas que iriam acontecer no tempo: e fez segundo o conselho da sua própria vontade, sabia e santa. Fê-lo de modo que em nenhum sentido é o autor do pecado, nem impede a livre ação do homem; as causas secundárias são confirmadas, e em tudo aparece a sua soberania ao dispor de todas as coisas, com poder e fidelidade em fazer cumprir o seu decreto. Jó. 42.2; Is. 46:9, 10; Sl. 119: 91; Ef. 1: 11; At. 4: 26 -28; At. 2: 23; Rm. 8:29, 30; Rm. 9:11-24. Portanto, se livre arbítrio filosoficamente é liberdade absoluta de pensar, escolher, determinar e executar, somos obrigados a concluir que:

1. Deus decretou todas as coisas e o livre-arbítrio humano é o resultado do decreto e está condicionada vontade Divina. Pv. 16:9, 33; Pv. 19: 21; Pv. 20: 24; Jr. 10:23. Tg. 4:13-15.

2. Ou Deus é um simples serviçal como ensinam os neopentecostais que crêem no poder da palavra humana. Pv. 21:1, 29.

 

 A natureza da vontade humana

Vontade é a faculdade de escolha, isto é, a causa imediata das ações. Escolher     sempre implica em aceitar ou rejeitar. Diante disto à vontade não pode ser soberana, pois é, escrava desse algo que a    influência e determina as decisões. Se toda decisão sofre influência de algo que determina a escolha, não podemos afirmar a existência de livre-arbítrio porque os atos da vontade não são produzidos por si mesmo, ou seja, a minha vontade é determinada por fatores alheios a ela. Ex. Roupas, há uma série de fatores que levam a escolher tais como o tecido, a cor, o modelo, a moda, o valor e etc. A Bíblia diz em Pv. 4: 23 que do coração procedem às fontes de vida. Jesus em Mc. 7:21 diz que do coração procedem  maus desígnios. Em Mt. 15:8. Jesus diz que o povo       honra com os lábios, mas com o coração está longe, então a Bíblia é clara ao afirmar que o homem é dirigido pelo coração (Mente ou Alma) e não por sua vontade. Porque os homens escolhem uma vida pecaminosa e não uma vida temente a          Deus? Isso é simples de responder porque o seu coração é pecaminoso. Porque o crente procura viver uma vida em Cristo? Essa resposta se encontra na própria escritura, porque Deus lhe proporcionou um coração novo, uma nova criatura. Ez. 36: 26, 27.

 

DIANTE DISTO CHEGAMOS A DUAS CONCLUSÕES:

  1. O homem escolhe aquilo que está de acordo com a sua própria natureza. Rm. 8: 5

  2. Não é a vontade que determina o pecador rejeitar a Cristo, mas o seu coração pecaminoso e corrupto. Então chegamos a uma clara conclusão que os homens admiram a Cristo, mas a sua natureza pecaminosa contraria ao Senhor determina então que o seu coração rejeite o perdão e a nova vida.

 

A ESCRAVIDÃO DA VONTADE HUMANA

Qualquer pessoa que estudar este assunto tem que analisar a questão de acordo com três homens diferentes.

  1. Adão antes da queda era livre para fazer o bem e mal.

2. O pecador nasce com um coração pecaminoso e corrupto, escravo do pecado e do império das trevas.

  1. O Senhor Jesus – O Santo de Deus – Lc. 1:35 a vontade do Senhor esteve predisposta para o que é bom, porque ao lado da sua humanidade perfeita estava a sua divindade.

 

ANALISANDO O CONTRASTE ENTRE OS TRÊS CONCLUÍMOS QUE

  1. Em Adão havia um equilíbrio moral, pendia para o bem ou para o mal.

  2. O pecado tem a sua vontade predisposta para o mal.

  3. Enquanto que o Senhor é totalmente o contrário do pecado e acima de Adão.

 

Então do que consiste a liberdade do pecador?

Ela consiste de o pecador ser livre no sentido de não ser forçado de fora para dentro. De nunca ser forçado a pecar, porém, não de ser livre para analisar o bem ou o mau porque o coração mau que possui sempre o impulsiona para o mau. (sempre na direção oposta a Cristo) Jo. 15: 18-19; Rm. 8: 7. Por isso disse Jesus a Nicodemos – É necessário nascer de novo, para que o milagre de Rm. 8: 14-16 seja real.

Nota: O pecador é escravo do pecado e do diabo e se o Senhor não libertá-lo, jamais      será livre. Gl. 4:4-7; Jó. 8.34, II Tm. 2.24-26; Ef. 2:1-10. 

                                                   CONCLUSÃO

Podemos ser bem claros destacando algumas características que provam a falsidade do “livre-arbítrio”:

1° – A culpa universal da humanidade. (Rm 1:18-21; At. 17: 26 30-31. Ec 11:9. Rm. 3:10-23).

2° – A imposição das leis Divina sobre os homens. Ed. 7:26. Sl. 78:5-37. Rm. 5:13. Êx. 31:13,14. At. 12:20-23.

3° – A doutrina da Predestinação, Eleição e Salvação pela Graça. I Pe.2:9; Jo.15:16. Jz. 14:1-4. At. 13:48.

4° – O homem sem o Espírito Santo, pois nada pode fazer de natureza espiritual para sua libertação e salvação. II Tm. 2: 24-26; Jo. 8:31-36;. Sl. 1:4-5. Pv. 28:9.

5° – O poder da carne, mesmo nos santos. Rm. 7:15-25.  1.Co. 3:1-3. Gl. 5:16-21.

Diante da soberania de Deus o homem é apenas uma coisa: vermezinho reputado ao nada liberto somente para o mau que ocupa sua alma desde a queda de Adão!